sábado, 18 de novembro de 2017

Círculo do Lápis - escrito em 2005

Palavras sentadas - 2011 - lápis grafite

Círculo do Lápis
         A vida cotidiana, nos meios de comunicação, não pode ser reduzida ao novo paradigma tecnológico, centrada, particularmente, na rainha da atualidade; a internet. A vida, ela própria, almeja, anseia, muito mais que aparelhos de comunicação por mais sofisticados e avançados que eles sejam para transmitir mensagens, idéias e saberes. Os papeis, livros, jornais, revistas, folhetins, e mais, continuarão a ter seus espaços tradicionais intransferíveis. O papel fala, canta, emite odores e imagem.
           Sou adepta ao Lápis! Ao Círculo do Lápis!
         O ser humano comum, dois a três quartos da população mundial, não terá alcance material e muito menos intelectual, tão cedo, para manejar aparelhos de larga potência. Ainda vivemos no mundo paleolítico e feudal.
      O neoliberalismo, senhor dos mecanismos de controle de informações, leva grandes vantagens é claro, numa expansão incalculável frente aos múltiplos meios de comunicação. Tudo é nivelado de norte a sul conforme os interesses dos que dominam “as mídias”.
         Espíritos avessos ao estabelecido surgem por arestas inesperadas. Movimentos renovadores e rebeldes diante do progresso “maravilhoso” surpreendem com novos gestos e olhares; um deles são os adeptos ao Lápis. Por várias circunstâncias e meios, se afastam dos computadores, dando distância. Fazem-se comunicantes, agentes, através de outros recursos impensáveis. Um deles é o Lápis, para o qual sou adepta, incondicional.
         Intuitivos, introvertidos, amantes dos segredos ou mistérios da existência anseiam outros caminhos, outras práxis para sua via humana além da internet, percorrem a beleza do caminho pessoal, longe de provedores e intrusos tecnológicos.
        Os adeptos ao Círculo do Lápis fogem de tudo que esmaga, controla, invade e torna lugar comum. A sua singular alternativa é o grafite, o velho lápis sensual, delicado e criativo. Sua caixinha também tem cores, todas as cores.
          Quem ama os Lápis sabe dos seus manejos secretos e insondáveis, quase magia. Conhece o sentido do intervalo entre as palavras, entre um e outro rabisco ou número. O Lápis fala, se comunica, transmite sentimento, afeto e raciocínio metafísico. O Lápis é quase um ser humano, porque é vivo. Os Lápis engendram idéias, imagens e impulsionam ao transcendente. Quem conhece o Lápis, sabe.
         O Lápis nos convida ao universo da simplicidade, do despojamento intelectual: “se queres ser tudo, não queiras ser coisa alguma”, “se queres possuir tudo, não queiras possuir coisa alguma”, João da Cruz, século XVI. Escrevia na ponta do lápis ou da caneta à pena com tinta? O simples escrever o levava, alquimicamente, ao essencial.
      Na contramão da cultura, quanto mais seres humanos pretendem possuir, sofisticados aparelhos com tecnologia de ponta, as mais aprimoradas, o amante do Círculo do Lápis o que mais deseja é ter o mínimo para se dar ao precioso tempo para ser, sendo. Tempo e espaço.
          O Círculo do Lápis não se faz nos modelos neoliberais, repleto de promessas consumistas e progressistas. O Círculo do Lápis se faz por outra via; a do despojamento, do vazio criativo, da sabedoria do ócio, da singularidade de não querer ter, possuir além do necessário, mas apenas viver sendo, hoje, aqui e agora, em verdade e beleza. Beleza além da filosofia, da ciência e mesmo da arte. A experiência do inefável, a riqueza íntima e pessoal que emerge das profundezas do ser. Os adeptos do Círculo do Lápis transmitem de traço a traço, de sensibilidade a sensibilidade. Divertem-se por amor e paixão ao ponto e a linha, ao rabisco, ao desenho, às palavras, à escrita e ao silêncio não pronunciado. O Lápis desenha enigmas da intimidade intuitiva, intelectual ou do coração.
          Todo ser humano é potencialmente escritor de sua própria vivência. Todo ser humano é potencialmente desenhista, artista no coração do universo. Todo ser humano pode rabiscar; um rabisco pode ser a porta para a beleza criadora que emerge das profundezas do inconsciente e se faz revelação pessoal e única.
         O Lápis é o mais simples e dos mais nobres instrumentos para engendrar imagens, expressões que se revelam em graça e beleza. 

 --- Martha Pires Ferreira, Janeiro de 2005

domingo, 12 de novembro de 2017

As Artes - meta para educar

Educa-se as crianças com Arte.
Nenhuma criança crescerá distorcida em seus valores
instintivos, morais, espirituais. 
Saberá ser saudável no ver, sentir e agir.
Estará mais consciente das suas potências naturais
Será pessoa mais criativa, amorosa e feliz.
Obra do maravilhoso Hyeronymus Bosch 
O Jardim das Delícias (parte tríptico -1510) 
Picasso - Gernica - 1939
Goya - espectro e/d.
Pathernon - Iris - Grecia - M. Britânico
Desenho meu - labirinto com selo da Grécia, 2002.
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sábado, 11 de novembro de 2017

Simpósio Multidisciplinar de saúde mental _ Nise da Silveira no Coração do Método


          Nise da Silveira cada dia mais reconhecida 
por sua humanidade e criatividade incansável.
Evento importante será realizado
 dias 24 e 25
 deste mês, novembro de 2017, em Maceió,
Alagoas, sua terra natal.
Site

 Clicar site para LER programação  
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

DOM HELDER CAMARA - O SANTO REBELDE



É filme longo - maravilhoso. Dom Helder Câmara:
"Não podemos abandonar Bandeiras certas por que elas estão em mãos erradas".

sábado, 4 de novembro de 2017

Coroa-de-Moçambique Flores do Bem !



 Minhas Coroas-de-Moçambique

Enquanto nascem flores, cores e aromas tantos,
pássaros voando em espaços largos
crianças sorridentes me olham
homens e mulheres, se amando, se fazem plenos,
enquanto o sol ilumina a Terra-mãe
estrelas brilham no firmamento em noites densas,
mangueiras, abacateiros, laranjeiras e limoeiros
florescem em fértil chão
onde rochas e animais vivem silenciosos ou não,
enquanto pessoas solidárias umas com as outras
procuram se entender generosas
e sábios se despojam vazios de si mesmos
libertos se abrem em fluxo contínuo
de beleza e encantamento,
e, gatos e gatas sinalizam segredos e mistérios,
nada me aflige, nada me corrompe, nada me mata,
tudo alcanço, tudo possuo.
Nada me falta.


Ah, sim, enquanto houver injustiças sociais, miséria,
abandono humano e degradação para com a natureza,
impossível ser, literalmente, feliz.
 Janela suspensa - minha hortinha, meu jardim.
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Coroa-de-Moçambique (haemanthus multiflorus) – origem África tropical Quatro acabam de florescer na sacada da minha janela. Isto acontece uma vez ao ano, pontualmente. Denominada, também, Coroa da Imperatriz. Esta flor lírio-sangue-salmão gosta do meio sol, solo úmido, composto orgânico e terra comum. Semente bulbo/batata - 40/30 cm diâmetro – floresce em geral, novembro, Brasil, fim de ano, novembro.
 
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Saudades de NISE !

  


















NISE na Instalação - Poema aos Quatro Elementos da Natureza - Santa Teresa em 1970, numa belíssima tarde !
Evento -  criação, coordenação e foto - martha pires ferreira.
Saudades da nossa precursora, rebelde, revolucionária e humaníssima Nise da Silveira; a que amou demais sem exclusões, em especial os despossuídos, os perturbados mentalmente, os esquecidos e marginalizados. Amou com ternura os animais e toda a Natureza!

Minha eterna Mestra (15/02/1905 -- 30/10/1999)
 Ver http://casadaspalmeiras.blogspot.com.br/

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Astrologia - 4.000 anos de escrita

        
          Há 4.000 anos em tablets/placas/terracota, o aparecimento da escrita. Agora o nascimento da internet _ os tabletes redimensionando horizontes, valores, anseios de evolução contínua.  Os Astros, hoje, descrevem configurações celestes semelhantes a 2.000 a. C., primórdios da história da civilização do fenômeno humano nos meios de comunicação.
Iconografia _ detalhe tablets _ escrita sobre a deusa Ishtar/Vênus, 1.500 a.C. - Círculo, estrelas,  1.000 a.C. – Babilônia, Mesopotâmia. Museu Britânico.



         Astrologia
Por Martha Pires Ferreira

          O saber astrológico é tão antigo quanto a história do conhecimento.
         A astrologia que chegou ao Ocidente teve sua origem na cultura dos povos da Babilônia. Oriente Médio, China, Japão, Índia, Egito, Peru e México também conheceram a Astrologia na mais remota idade.
        A Astrologia teve desenvolvimento admirável na Grécia, e posteriormente, em Roma, tendo alcançado nestes dois Estados posição de suma importância e dignidade. Conheceu momentos de glória, apogeu e decadência. Na Idade Média, porém, enfrentou momentos obscuros e sombrios.
        Ressurgindo na Renascença, respeitada e admirada por todos, foi privilégio de Reis, Papas e Ministros de Estado. Tendo caído novamente em descrédito pelo charlatanismo, o saber astrológico foi protegido pelos gnósticos. Com o surgimento da Escola de Ciências no séc XVII, a Astrologia foi relegada à marginalidade, porque o conceito de ciência da época passou a basear-se em pesos e medidas.
         A Astrologia, pela força que possui em si mesma, conservou-se intacta, em termos de conhecimento e sabedoria simbólica, nos meios ocultos “underground”. Informações subterrâneas a mantive viva e atuante até os nossos dias. Por sua plenitude cosmológica, consegui atravessar o tempo. No final do século XIX e, especialmente, o século XX, ela ressurgiu com toda sua carga de beleza e sabedoria.
        Por três séculos, ela se viu obrigada a dar espaço ao mundo das descobertas científicas. O pensamento científico, presa à lógica racional das precisões, medidas, pesos e provas, não podia apreender o conhecimento astrológico. De repente, na segunda metade do século XX, a Astrológica vem se colocando ao lado das outras ciências no campo das investigações humanas. Isso se tornou possível graças ao alargamento do conceito de ciência. A revolução no campo da física e da matemática em muito contribuiu para isso.
        Como ciência se entende o conhecimento, erudição, intuição e sabedoria. Conjunto de conhecimentos obtidos mediante observação e experiência dos fatos por método especifico e próprio. Fundamentada nos conceitos amplos de ciência, a Astrologia foi pouco a pouco absorvida pelos mesmos canais que a relegaram.
        A Astrologia, como ciência e arte, é passiva de transformação e evolução dinâmica. Isto se tornou muito claro com os estudos e as pesquisas feitas no momento das descobertas dos planetas modernos, isto é, Urano (1781), Netuno (1846) e Plutão (1930).
        A cultura oficial acadêmica se aproxima da astrologia, meio sem jeito, ainda preconceituosa, como que pedindo desculpas por desconhecer o seu mistério, a sua fonte inesgotável de interpretação simbólica a respeito da vida, da alma humana, com seus anseios físicos, emocionais e psíquicos.
        A Astrologia é um processo de conhecimento dos fenômenos humanos, particularmente, sendo o Horóscopo (a Carta Natal) a bússola de autoconhecimento neste processo. A Astrologia, sem dúvida, se dirige para o amanhecer da nova era contribuindo com sua presença viva e dinâmica na historia da humanidade.

Texto - publicado no Guia da Vida Saudável 2003 – Organização Renato Martelleto.
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domingo, 29 de outubro de 2017

Maria e Martha - curta de Jorge Ferreira

      O filme - curta de Jorge Ferreira - Maria e Martha - entrevista - teve ótima acolhida na sexta-feira, dia 27 de outubro, neste ano corrente, no  glamoroso Cine Santa. Foram 26' de atenção que ao termino queriam mais. Muitos amigos e amigas, junto ao público, aplaudiram com carinho e sorriam satisfeitos.
      Dei meu recado pela arte e mestria de Jorge: Martha a extrovertida falando livremente de si mesma e de Maria, ela mesma, sua natureza introvertida. Objetivando situações reais; arte e astrologia e perpassando pelo abstrato, filosófico, místico e hiperfísico. Totalidade na crua realidade e no vazio que tudo contém !
     Claro, todos se divertiram com a original proposta ao conhecer a Maria pessoa reservada como uma eremita urbana e a  irreverente, agitada, politizada e criativa Martha.
      Eu, Maria Martha, preocupada com a repercussão, me senti confortavelmente bem. Fiz referências a grandes mulheres da história na minha vida pessoal e de homens que me formaram, igualmente. As artes e as leituras plurais, as relações com a vida, foram pontuadas em síntese. Sabemos tanto e não sabemos Nada.
Entre pessoas amigas e queridas !
Na entrada do Cine Santa com Jorge Ferreira e Guido Gelli.
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Sandra Fioretti, artista visual, ( foto acima) por e-mail me enviou refinadas palavras:
- Oi, Martha  Amei o filme, que beleza... há muito não via uma obra tão delicada e boa de se vê. 
Parabéns para vocês que elaboraram o projeto e executaram, fino gosto. Uma pérola! Gostaria de rever! Beijo grande, Sandra.

Entre amigas e meu filho Thomas. Fico feliz se transmiti algo de esperança e delicadeza para alegrar o coração humano!
Meu nome completo - Maria Martha Sanmartin Pires Ferreira.
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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Maria e Martha - interioridade e exterioridade















Leitura -
clicar imagem



Cine Santa 27 de outubro - 20h.
sexta-feira //
CURTA de Jorge Ferreira 

Maria e Martha

Martha pensa e relata reservas de Maria.
Esta não sabe das horas e nem lhe interessa.
Martha vê o relógio, é pontual, se ocupa com exterioridades.
Pertencem ao relativo, vivem no absoluto.

Desconhecem alienação; percorrem vieses intimistas.

Martha tece e colhe roupas do varal, se identifica com seus pares; reflexo de si mesma.
Maria tece e colhe roupas do varal, se identifica com seus pares; reflexo de si mesma.
A primeira tem o mundo; altiva, destemida, arrojada e afoita.
A segunda se recolhe nas noites dos sentidos, sente as dores do próximo; espera, pondera e se abandona sem medo de fantasmas, confia na lucidez da consciência em formação contínua.

Maria intui e se cala no vazio que tudo contem.
Martha em contraponto confia no tempo convergente.
A primeira nada possui; vive do amor cortês.
A segunda guarda riquezas na estante e em gavetas sem chave.
Maria é silêncio ou poesia sutil, Martha é verbo ou ação.

Maria nas profundezas abissais,
Interioridades sem certezas,
deixa-se engendrar pelo cosmo.
Martha impelida pela evolução constante pisa no chão,
cultiva o espírito da amorosidade solidária.

Nascer, crescer e morrer é a lei do tempo imensurável.

Maria eterniza apreensões em reservas secretas.
Martha caminha na existência, aqui, agora.
Maria na atemporalidade.
Maria e Martha se afinam - Unos Mundos;
Arco e corda, ponto e linha, dia e noite.
Vida, infinitude hiperfísica chardaniana.
Libertárias do nada. Nada tendo, tudo possuem. 

[meu nome completo - maria martha sanmartin pires ferreira –  prosa poética sobre o Filme - Maria e Martha //  curta de Jorge Ferreira em 27 outubro de 2017]

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Meditação sentada - Flores do Bem


Meditação                   Martha Pires Ferreira,
Artigo de setembro 2010.
  
     Em tempos de tranquilidade, de harmonia ou de inquietação, de conflitos à nossa volta, e mesmo diante de tanta incerteza/impermanência num mundo em transições profundas como tudo o que estamos vivendo no nosso planeta Terra, meditar, nos interiorizar em estado contemplativo, é chegar a um horizonte apaziguador. 
      Meditar é tesouro para a natureza humana. 
Como meditar?
      Procure local de silêncio, de preferência no quarto, recanto da sala ou outro que possibilite um tempo de recolhimento. Necessário dispor de 15’ a 20’ para internamente se aquietar em estado de contemplação. Podendo iniciar com 10’ e depois passar para 15’. Meditar pela manhã, e podendo, novamente, à tardinha.
     Sentar-se com as costas eretas para melhor circulação sanguínea. Manter-se quieta/o, com os músculos soltos, relaxados, os olhos ligeiramente fechados ou fechados, como preferir. A mente alerta, atenta. Respiração suave, abdominal, constante no observar; inspirando e expirando. Quando já estamos experientes podemos meditar em qualquer lugar, mesmo caminhando, em plena atenção interna. 
      Recomenda-se, é aconselhável para iniciantes, para que a interiorização se faça da melhor maneira que se escolha uma palavra/frase curta; sagrada como oração e a repetição desta palavra enquanto se inspira e expira, num ritmo natural. A palavra deve ser repetida internamente em silêncio, desta forma afastará os pensamentos que atrapalham e invadem a mente; ajudará na concentração e no afastamento das múltiplas dispersões. A mente ficará mais serena na medida em que se esvazia dos pensamentos. Manter sempre atenta à respiração pousada.
     Palavras recomendadas da tradição cristã: Vem, Senhor, Veni Domini, Maranatha (do aramaico - São João, Apocalipse 22;20), Lumen Christi, Agnus Dei (Codeiro de Deus). O som oriental Om é bem acolhido. Cada pessoa poderá encontrar uma palavra que sinta, afetivamente, mais à vontade. Caso distrações aconteçam com pensamentos ou inquietações voltar à melhor postura física, à respiração tranquila e à palavra escolhida. Na tradição Zen basta a respiração sem palavras; silêncio interno em plena atenção. O mesmo na cultura Vedanta; inspirar e expirar.
      Meditando cada dia com regularidade percebe-se um fortalecer na saúde, harmonia nas emoções, enriquecimento das funções intelectuais, mentais, mais doçura no coração sensível. Nada de esperar resultados, tudo ocorrerá naturalmente com o tempo em razão da prática continuada. Importante é o estado contemplativo, a quietude interior.
     Com o tempo sem qualquer palavra; inspirando e expirando suavemente. 
     A meditação contemplativa nos surpreende quando nada esperamos, ilumina nossa alma nos conduzindo a níveis de vida mais depurados.
       O silêncio interior é o ouro dos alquimistas. 

Direção espiritual e meditação, Ed. Vozes, Petrópolis, 1962
Thomas Merton.
    “A meditação é para os que não se satisfazem com um conhecimento meramente objetivo e conceitual em relação à vida, em relação a Deus – em relação a realidades de primeira importância. Querem entrar em contato íntimo com a própria verdade, com Deus. Querem experimentar as mais profundas realidades da vida, vivendo-a”.

    “Não nos esqueçamos, jamais, de que o fecundo silêncio em que as palavras perdem seu poder de expansão, e os conceitos nos escapam, é, talvez, a mais perfeita meditação” (...) “devemos regozijar-nos e repousar na noite luminosa da fé. Esse é um degrau mais alto de oração”. “A finalidade última da meditação deve ser uma comunhão mais íntima com Deus, não só no futuro, mas também aqui e agora”. E termina este livro dizendo: “Santa Teresa de Ávila acreditava ser impossível a alguém que se mantivesse fiel à prática da meditação vir a perder a sua alma”.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Meditação desenhando - Flores do bem

 Meditação desenhando

Procure um espaço na sua casa onde haja ambiente de silêncio. Pode ser até na varanda, terraço ou jardim, se houver. Música que traga tranquilidade é sempre bem vinda. Importante é estar receptiva/o ao exercício simples de desenhar sentindo as mãos livres.
A arte não é privilégio de um pequeno grupo de artistas, nem o dom de uns poucos – verifica-se que todo ser humano é, potencialmente, um criador, um artista, em maior ou menor grau.
 No caso do desenho, atividade plástica, visual, basta material básico: papéis tipo canson ou vergé; lápis grafite 4B, 5B ou 6B ou apenas uma caixinha de lápis de cor. Ainda pode ser um estojinho de aquarela, três pinceis de pelos diferentes, um paninho ou papel para enxugar os pinceis e um pouco de água num ou dois potinhos.
Claro, uma cadeira confortável e mesa onde possa colocar o material artístico. Tudo bem simples.

Com estes recursos básicos é dada a possibilidade de se fazer milagres na criação artística. É só começar sem receios, críticas ou censuras. Deixar a imaginação se expressar livremente; interior conduzindo o exterior, nos orientando sutilmente no processo criativo. Caso queira fazer uma paisagem; contemplar a natureza e criar sem pensar, deixar fluir com tranquilidade o que a natureza está nos mostrando. Sendo o abstrato, geométrico ou figurativo o que importa é dar expressão ao imaginário, ao mundo das ideias.
Círculos, 1999 - caneta nanquim.
zoologia fantástica, bico de pena, 1979.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Frutinhas azuis !



















           Brincando com aquarela, 2012
 - Frutinhas azuis para saborear a Vida.
Como disse meu querido amigo Einstein: 
"Imaginação é mais importante que conhecimento".