sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Flores do Bem

Meditações
com Hildegard von Bingen

Foi-me dado contemplar
o brilho maravilhoso da roda...

Em sua onisciência e onipotência,
a Divindade é igual a uma roda,
um círculo, um todo,
que não pode nem ser entendido,
nem dividido,
não tendo nem princípio nem fim.
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Eis aqui a imagem do poder
divino:

Este firmamento é um círculo
que tudo abrange.

Ninguém, sabe dizer onde esta roda começa,
nem onde termina.
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Ora, aconteceu que ao homem faltava
Alguém que a ele se igualasse.
Deus criou essa companheira
em forma de mulher - imagem refletida
de tudo que estava latante no sexo
masculino.

Assim. Homem e mulher
estão de tal maneira relacionados
que um é obra do outro.
Sem a mulher. O homem não pode ser chamado de
homem.
Sem o homem, a mulher não pode ser chamada de
mulher.
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Dê uma olhada no sol,
Veja a lua e as estrelas.
Contemple a beleza da vegetação da terra.

Agora,
pense.

Que prazer
Deus proporciona
à humanidade
com todas essas coisas.

Quem, senão Deus,
concede todas essas dádivas esplêndidas,
maravilhosas?
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Quem são os profetas?
São pessoas régias
que compreendem os mistérios
e vêem com os olhos do espírito.
Dizem o que pensam, iluminando
a escuridão.
São claridade viva e penetrante.
Florescem apenas
no rebento enraizado
na iluminação profusa.
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Editora Gente, 1993 - SP/traduzidas para o inglês Gabrielle Uhlein
tradução para o português Barbara Theoto Lambert
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sábado, 18 de outubro de 2008

Santa Hildegarde von Bingen

Apaixonante monja beneditina, Hildegarde von Bingen, viveu na Idade Média, Alemanha, de 1098 a 1179. Reunia em si uma imensidão de qualidades como, escritora, poeta, compositora, profetiza, mística, médica, desenhista, conselheira, teóloga, e como se não bastasse possuia o dom da palavra. Foi pregadora em algumas Igrejas, em especial na catedral de Colônia.
Perdeu os pais na infância. Foi levada e educada num mosteiro. Muito jovem, aos doze anos, fez os votos religiosos, tornando-se monja da ordem da São Bento.
Possui temperamento muito forte. É eleita abadessa aos 39 anos, 1136, com a morte de Jutta que fora sua preceptora. À frente do mosteiro passou a ter uma vida nova, muito mais ativa e repleta de criatividade.
Sua festa é comemorada no dia 17 de setembro. Desde jovem deve experiências místicas incomuns e previa o futuro com naturalidade. Percorreu várias regiões da Alemanha transmitindo seus conhecimentos e visões ao clero e as pessoas à sua volta.
Uma profunda estudiosa e seguidora das leis da Natureza. Escreveu tratados sobre o uso das plantas, pedras preciosas, e o contato com os animais. Para ela cada elemento da natureza tem uma potência salutar ou maléfica.
Universo não é algo isolado, fora de nós. Para esta grande dama da espiritualidade

“O homem tem dentro de si o céu e a terra.”
“O que é decisivo para o homem é que ele é um espelho, uma imagem do universo”, dizia Hildegarde.
O que é sabedoria e verdade para o homem é igualmente para as pedras, as plantas, os animais, assim como, para as estrelas.
A verdade dos elementos terrestre vem do criador. É esse vigor que nutre o mundo, aquecendo, umedecendo, firmando, cobrindo de verde. Isso acontece para que todas as criaturas possam germinar e crescer. A natureza está à disposição da humanidade para que com ela trabalhemos. Sem a natureza não podemos sobreviver. A terra não deve ser danificada, não deve ser destruída.”
Esta extraordinária mulher foi conselheira, e escrevia para Papas, bispos, imperadores e o rei Henrique II da Inglaterra. Ainda para São Bernardo de Claraval que a chamou de luz animada pela inspiração divina. Entre suas amigas estava uma visionária, Santa Isabel de Schönau.
Suas obras foram traduzidas para o latim pelos monges - ela ditava. Scivia é a sua obra mais importante. Inventou uma escrita - mistura do latim com a lingua alemã.
Escreveu explicações sobre o Evangelho e as regras beneditinas. Um livro sobre ciências naturais, outro sobre o corpo humano e suas enfermidades com observações cuidadosas. Escreveu sobre a vida de santos locais com poemas, hinos e música. Deixou mais de setenta composições musicais ao estilo semelhante ao do gregoriano.
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Meditações / de Hildegarde

Assim como o círculo acolhe tudo
que está dentro dele,
também a Divindade a todos acolhe.

Ninguém tem o poder de dividir
este círculo,
de ultrapassá-lo,
nem de limitá-lo.
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Deus seja louvado por sua obra:
a humanidade.
Pois
a humanidade,
cheia de possibilidades criativas,
é obra divina.
Só a humanidade
é chamada para ajudar a Deus.
A humanidade é chamada para co-criar.
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Toda a natureza está à disposição
Da humanidade.
Devemos trabalhar com ela.
Sem ela não conseguiremos sobreviver.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

NISE Arqueóloga dos Mares

Este livro nos faz percorrer preciosos caminhos, com um sabor único ao relatar o que realmente marcou e se deixou revelar da existência de Nise. Com singular habilidade literária, são registrados fatos, acontecimentos e vivências impensadas. Confirmo e testemunho tais mapeamentos sobre a Dra., por ter convivido com esta brasileira humaníssima, requintada, eterna e sábia.

Na opinião da psiquiatra Márcia Leitão da Cunha, amiga da Dra., e que também atuou com a médica, tendo sido diretora do Museu de Imagens do Inconsciente; Nise – Arqueóloga dos Mares pode ser considerado um compêndio diferenciado: profundo, mas acessível; enigmático e, no entanto, revelador; propõe leitura séria e, ao mesmo tempo, divertida. Esta obra traz conceitos junguianos de forma clara e criativa, desvinculado-os da formalidade que a Dra. tanto combatia.

Sobre esta personalidade, Frei Betto escreveu: A Dra. Nise da Silveira é a mulher do século XX no Brasil, por ter dado uma visão mais humana e inovadora da loucura como expressão da riqueza subjetiva de pessoas que são consideradas deficientes mentais ou portadoras de distúrbios psíquicos. A Dra. Nise nos ensina a descobrir por trás de cada louco, um artista; por trás de cada artista, um ser humano com fome de beleza, sede de transcendência.

Nise – Arqueóloga dos Mares

Bernardo Carneiro Horta
Editora: Edições do Autor
Número de páginas: 400
Preço: R$ 60,00
Informações: Tels.: 2232-1869 – 9205-0853 – 8218-9913
* E-mail: arqueologadosmares@gmail.com
Livraria Leonardo da Vinci
Av. Rio Branco, 185. Lojas 2,3,4, e 9 / Centro
Tel 2533-2237
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